Os Três Erros
Essência... lembro que quando pensei na idéia deste livro eu não sabia escrever esta palavra... quando terminei, abri um dicionário qualquer lá em casa e descobri estes dois "SS"... que coisa feia! Claro, eu sei que se a língua Portuguesa fosse regida pela beleza, não teríamos um padrão para nos entendermos... mas que pensar assim não deixa esta palavra bonita disso tenho certeza.
Mas falando do livro... eu descobri o que realmente queria com esta história de Realtragismo, de brincar com a tragédia, uma brincadeira séria.... o que eu queria com aquilo? sabe... eu era aquele que gargalhava nos filmes do Jason... assistia "O Massacre da Serra Elétrica" pra ir dormir... e sonhava com uns anjinhos e tudo mais... mas não era para falar sobre um hiago que decidi escrever... acho que meu objetivo com tudo isso é buscar uma explicação, ou ao menos uma base exlicatória para assuntos em que nós mesmos somos a fonte, os ativos, os assuntados, mas que mesmo assim, fazemos coisas que não nos agradam, e com um simples lamento... esquecemos.
O Realtragismo usa do trágico para fazer evitar o trágico... sim, mas neste livro, usei uma espessa camada de realismo, até de forma crua ou fria, para chegar na mentira, ou como dizem... no surreal. E sim... - se essa é a pergunta... - deu certo ao implantar no meio disso tudo o assunto Reatrágico... e pra dar como uma confissão.... eu não fiz isso porque quis, porque foi pensado e controlado pelo talentoso escritor aqui... não... eu só fui perceber a ESSÊNCIA depois, quando li a história terminada.
Sabe querido (a) leitor(a), eu tentei imaginar este livro como um sanduíche, onde o pão de cima é o realismo, citando a vida real como ela é, sem imaginação nem sonhos... apenas a vida - como a vida de uma minhoca, ou um cachorro - e o Realtragismo vem ai como o recheio deste sandíche.... mas seguro pelo último pão... que é o surreal: o fato de existir alguém, algo, ou alguma coisa que não seja marterial além desta vida realista... assim foi que escrevi esta história.
Vou dizer que citar quatro lugares diferentes, como eles são realmente, e em um deles fazer as quatro personagens agentes de cada um se encontrar por uma força externa e surreal foi uma pitada que dei com a experiência do "O Fim do Poeta," pelos cortes que o próprio narrador (no caso do livro, o poeta) dá em sua história para explicar bases para o fato que está contando... isso foi uma estratégia, um efeito genial que consegui imaginar na minha cabeça e projetar no livro... sabe, é como se eu estivesse contando a história na sua frente... te falando sobre como foi o meu dia... e durante minha narratória, abrisse-se uma janela ao meu lado mostrando como aconteceu... mas não para você, sim para o leitor... isso me deixou muito animado neste livro... com certeza que foi este um dos motivos deu terminá-lo tão rápido assim.
Outro motivo é porque eu já sabia o fim... já sabia o que eu poderia fazer para chegar lá... e se você ver do meu ângulo, também pode: "o Destino, depois de Três mil anos vai deixar seu posto e tem de encontrar um substrituto." simples né? assim foi que descobri o fim do livro antes de começá-lo... mas garanto que apenas no último capítulo.. e entre as três últimas páginas deste capítulo é que o leitor descobre quem e porque o novo destino é quem é.
